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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Trânsito pesado no centro de Tapera

Seguidamente denuncio aqui o trânsito de caminhões pesados pela Avenida XV de Novembro em Tapera. Confesso que gostaria de ouvir os motoristas para saber o que eles dizem sobre isso, a desobediência à lei. Tinha dificuldade para encontrar um, pois nesta semana, em um dos postos de combustíveis da cidade, ouvi a conversa entre dois motoristas de caminhão que se preparavam para efetuar entregas na cidade. E eles falavam exatamente sobre a dificuldade que é trabalhar em Tapera devido à proibição do tráfego de caminhões pelas ruas centrais.

Interessado no assunto fui até eles para saber mais sobre a questão. Os dois profissionais me contaram que quando é preciso vir a Tapera entregar é uma briga nas empresas porque ninguém quer vir em função da lei e das multas que a Brigada Militar aplica. Se nós, taperenses, achamos que a Brigada Militar não está multando os motoristas infratores, estes se queixam que ela não lhes dá folga, mesmo trabalhando. Segundo um deles, existe empresas que descontam a multa do salário do motorista.

Outra coisa que atrapalha os motoristas é quando precisam realizar várias entregas ao longo da avenida. Como trabalham sem ajudante, por motivo de economia das empresas, certamente, eles têm de baixar o pesado fardo do caminhão, carregá-lo em um carrinho e levar a carga até o estabelecimento que fica longe do caminhão e depois retornar para pegar outro fardo e assim por diante até entregar tudo. “Esse vai e vem entre o caminhão e a empresa faz a gente perder metade de uma manhã ou de uma tarde e isso acaba atrapalhando todo o cronograma de entregas na região. Em Tapera é brabo trabalhar. E para piorar, 90% do comércio fica na avenida principal”, disse um dos homens. “Dá vontade de deixar a carga aqui na RS, ou na Polícia Rodoviária, ou no posto de combustível ou em outro lugar, para que o comerciante venha buscá-la”, disse o outro.

Em Tapera existem placas indicando a proibição do tráfego de caminhões pelas ruas centrais, mas elas não são claras quanto à tonelagem, assim a proibição vale para todos. Conforme a lei a tonelagem permitida é 10 toneladas e a carga e descarga é permitida entre 18h30min e 09h30min. Mas, será que todos os caminhões danificam o pavimento das ruas e avenidas? Sabemos que um caminhão maior que um truque causa estragos, mas um baú com rodado simples não deve causar estragos no piso.

Um dos motoristas me questionou sobre onde começavam as ruas centrais de Tapera, porque nas placas não diz. Respondi a ele, pelo que sabia, que a Avenida XV de Novembro vai de trevo a trevo e que as ruas centrais são a avenida e a Rua Rui Barbosa.

Sabendo que precisamos preservar o pavimento de nossas vias e de nossos prédios e casas e que precisamos manter o comércio funcionando, Tapera poderia criar um porto seco na RS 223. Se adquiria uma área junto à rodovia e nela se construiria um galpão para armazenar as cargas que viriam para cá. Os caminhões chegariam ali e iriam embora, sem precisar entrar na cidade. O encarregado do local ligaria para a empresa comunicando-a de que há carga para ela no porto seco. Ai o empresário pegaria seu caminhão ou caminhonete, ou alugaria um, para ir buscar sua mercadoria. Nunca mais veríamos caminhões no centro da cidade. Que se pense nisso.

Postado por Sarico as 17:52 e tem 3 comentarios
3 Comments:
Anonymous Anônimo disse...

Concordo com o porto seco. Mas o Município poderia usar parte daquele gramado ocioso junto à Prefeitura, faria-se o galpão mas lá no fundo do terreno, e assim evitaria-se que o Município gastasse verbas na aquisição de outro imóvel.

8 de janeiro de 2011 07:23  
Anonymous Anônimo disse...

Sarico, a idéia do porto seco é muito boa. As grandes cidades já o adotaram. No caso de Tapera, no entanto, é preciso disciplinar os ônibus que ao ingressar na cidade, agora asfaltada, que eles devem dobrar na oficina do Nascimento e depois pegar a rua da Igreja e ai atravessar toda ela. Aos poucos vamos ajeitando nossa cidade.

8 de janeiro de 2011 10:14  
Anonymous Anônimo disse...

Sem efetivo na BM taperense, a única maneira de tirar os caminhões do centro da cidade é mesmo com o Porto Seco.

9 de janeiro de 2011 11:08  

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