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segunda-feira, 6 de junho de 2011
Campinho de futebol

Passando pela Rua Duque de Caxias, aqui em Tapera, chamou minha atenção um campinho de futebol em um terreno localizado ao lado da residência dos professores Ito e Maria Delfina Cerutti. O campinho é clássico: pequeno, traves de madeira irregular e gramado surrado. Ali, a gurizada deve fazer a festa nos finais de tarde, após a aula, e também nos feriados e finais de semana, correndo atrás de uma bola.

Esses campinhos, que se tornaram uma raridade nos tempos atuais, trazem uma saudade grande de nossa infância. Quando não se tinha carro, moto, computador, celular, equipamentos eletrônicos em geral e liberdade para ir e vir quando e onde se quisesse, tínhamos tão somente os campinhos de futebol, além de pescar e caçar, tomar banho em rios e açudes e andar de carrinho de lomba. Era a bola que nos salvava do tédio e nos aproximava dos amigos.

Aquele campinho da Duque me fez voltar no tempo. Lembro dos torneios que se fazia na cidade nos sábados a tarde. O primeiro que construímos foi na Rua Rui Barbosa, no terreno localizado atrás da Rima Informática. Lá aconteceram grandes jogos e muito craque – de verdade – surgiu naquela época. Outro campinho que tínhamos ficava na Rua Mauá, entre a Delegacia de Polícia e a residência dos juízes. Havia outro na esquina das ruas Pedro Binni e 12 de Maio, onde hoje está o Supermercado Regional. Na Rua Azul também havia um campinho. Era uma festa só. Que tempos aqueles...

Que bom que a gurizada não se esqueceu dos campinhos, nem do futebol. Fico meio assim quando ouço dizer que o esporte tira as crianças das ruas e das drogas. Não sei se é bem assim; sei que é em casa, com boa dose de amor, educação e amizade que se coloca uma criança no caminho do bem. O esporte, além de dar saúde, ajuda na formação do caráter e conseqüentemente na formação de grandes cidadãos.

Bem que Tapera poderia ter mais campinhos igual ao da Duque.

Postado por Sarico as 11:22 e tem 24 comentarios
24 Comments:
Anonymous feck disse...

Tinha um na Vila Brasilia, próximo a casa do Adão Sapo, muitas vezes jogamos lá, nós da Rua Azul jogava muitas com o campinho coberto de geada.
Quer ouvir maiores detalhes, vai na eletronica e fala com o Machado.
Abraços

6 de junho de 2011 23:49  
Anonymous Anônimo disse...

Bah Sarico, ta esquecendo o campinho da Cohab, que por sinal, ninguém jamais ganhou daquele time; eramos em torno de umas 30 piazada, jogavamos um dia inteiro contra times de toda a Tapera muitas vezes valendo pacote de kisuco...tempo bons que não voltam mais, hoje em dia a piazada só quer saber de video game, computador e outras coisinhas mais; lembro que enquanto jogavamos bola, nada de mal passava pela cabeça da gurizada, talvez se esses tempos fossem voltar, não teriamos tantas drogas e marginais nas ruas...Parabéns novamente pelo artigo Sarico, muito bom...

7 de junho de 2011 08:18  
Anonymous Anônimo disse...

Muito interessaante a matéria Sarico, restam apenas saudades de um tempo onde não existiam tantas maldades e a família tinha mais valor que hoje.

7 de junho de 2011 11:57  
Anonymous Anônimo disse...

Que saudades dos campinhos da minha infância ai em Tapera. Falo para os meus filhos dos jogos e eles ficam me olhando como se estivesse falando de algo sobrenatural. Boa lembrança e parabéns pelo blog, Fábio.

7 de junho de 2011 14:38  
Anonymous Anônimo disse...

Sarico


Pior que este campinho foi os guri de 12 a 15 anos que fizerão e cuidão dele.

7 de junho de 2011 16:05  
Anonymous Anônimo disse...

Sarico, me lembro que na minha infancia esse local era armazenado bastante lixos, mas comparando hj ele ta se conservando limpo, e ainda mais sendo aproveitado para a garotada ter uma ocupação!
Com certeza esse terreno esta muito melhor, e mais aproveitado assim!
Abraço!

7 de junho de 2011 17:28  
Anonymous Rafão disse...

Opa, la no Bairro Seminário também tinhamos um time muito bom, no campinho do Dari Schenkel. (Itamar, MarcioNeves, Jefe Tomé, Hermes Pazetti, Martim Griebler, Pablo Hartman, os Liné, Gustavo Griebler, André Roos, Jefe Vasconcelos, Jefe e Andersson Schenkel! Boas lembranças, Quanta Fuzarca, e as Bolas iam parar na parede da casa do Zé Opelt...hehehe!

Abraço Sarico!

7 de junho de 2011 17:33  
Anonymous Anônimo disse...

A mas esse campinho perto do café diana ainda tem muito lixo plasticos vamos incentivar a coletar o lixo que forma ali, ainda.

7 de junho de 2011 18:18  
Anonymous Anônimo disse...

Monocultura futebolística! Por que nunca tem uma quadra de vôlei, ou de basquete? Eu sempre odiei futebol, gostava de vôlei, tinha talento e altura, mas nunca me deram a chance de desenvolver minha aptidão por causa da imposição do futebol, não apenas no lazer mas também na escola, na educação física. Quem não soubesse ou não gostasse de jogar futebol era alvo de chacota, ridicularizado e ainda tirava notas baixas na disciplina, Peguei verdadeira ojeriza a esse esporte.

7 de junho de 2011 22:47  
Anonymous Anônimo disse...

Sarico.

Tinha um outro campinho, também, a onde hoje é o CTG Piazito Gaudèrio, na divisa do terreno do DAER, aquele campinho era pequeno, mais ou menos uns 20 metros de comnprimento por 7 de largura, cercado por tábuas e pelo barranco, jogavamos "golzinho", aquelas goleiras pequenas, era de terra "chão batido" e a bola era de meia, depois compramos uma número "zero" de couro e, depois outras de borracha, plástico, em fim jogavamos com o que aparecia.

Ninguém jogava de tênis, só de "pé descalço", quantos dedos "destroncados", ponta do dedão sangrando, quanta poeira no verão e barro em dias de chuva.

Lembro muito bem, que faziamos torneios de duplas aos domingos de manhã, e os prêmios eram litros de refrigerante, balas, chicletes, bulitas, todos prêmios baratinhos e que a gurizada gostava, só para dar mais emoção, pois dinheiro ninguém tinha, mas alegria e companheirismo sobrava.

Vou citar alguns nomes de pessoas (hoje chefes de família, alguns ainda, residindo em Tapera e outros fora de Tapera e outros falecidos) que freqüentavam aquele campinho quase que diariamente:
Rogério Pletsch, Marlon Pletsch (falecido), Tuto Randon, Altair e Alencar Mombach, Paulo e Airton Hansen, Rogério e André Hansen, Gilson Thomé, os irmãos Valdenir, Celino, Pedro, Vladimir e "Biscoito" Pereira, Bernardo Wurzius, Jorge e José Kunzler, Fernando Klein o (Gordo), Tirulin (falecido).

Peço desculpas se esqueci de algum nome, mas se alguém lembrar de mais alguém, pode completar esta lista.

Foram com certeza, os melhores anos das vidas destas crianças, hoje adultos, com certeza, por isso que estes "campinhos", não podem cair no esquecimento.

8 de junho de 2011 08:32  
Anonymous Anônimo disse...

Sarico o campinho do lado da casa do Juiz quem construi foi nós Paulo Mariani,Marcos e Roge Crestani,Toninho Garaffa, Chico Rizzi, Ivi e vado Doebber,Sandro e Luciano Anghinoni, Marciano Giacomolli, Tonho e o Paulinho Pasinato e outros, lembro muito bem, que faziamos torneios e as equipes convidadas eram os times do Paulinho Bassani, do Cata, da Progresso, do Jaime Quadros e outros.Com certeza foram os melhores momentos de nossas vidas.

8 de junho de 2011 11:12  
Anonymous Anônimo disse...

MAS NINGUEM LEMBROU DO MARASCANÃ NA CASA DO Audelino Marasca.MIRI SIMON,NARDO SPODE,FABIANO MARASCA,RONALDO MARASCA,NANDO SILVERA IFE SILVERA,EVANDRO E KIKA KOELHER E O XIXO ERA PEQUENO E O QUE ENCOMODAVA E OUTROS MAIS QUE NÃO ME RECORDO

8 de junho de 2011 14:33  
Anonymous Anônimo disse...

Parabéns Sarico.
Com este "post" você resgatou bons momentos (lembranças) da minha juventude,pra não dizer da memória de Tapera. Mais uma vez, PARABÉNS.

8 de junho de 2011 18:42  
Anonymous Anônimo disse...

E o potreiro dos Trevisan na Vila Elisa, times como o Veterano, Operário e depois o Vasco jogavam lá, mas quem dava show era os moradores ao redor, das familias Trevisan: André, Adriano, Adrialdo, Rogério, Paulo, Jorge, Moacir,Flavio, Arlindo, Alberto, Nico.
Visoto: Domingos, Beto, Nei, Nato.
Cornelius: Vilmar, João, Miri, Astor, Nestor.
Tempo bom demais.

9 de junho de 2011 00:04  
Anonymous paulomariani@yahoo.com.br disse...

Mariani disse:
Aquele campo ao lado da Delegacia, deixou muitas lembranças, todos os sábados quando nos reuníamos levantava uma nuvem de poeira.Também muitas histórias, como aquela em que organizamos um torneio com vários times da cidade para sábado a tarde onde iriamos inaugurar novas goleiras. Um companheiro nosso que não foi escalado para jogar, na sexta à noite com um machado foi lá e destruiu tudo.
Também em outra ocasião numa final de torneio fomos decidir o título com o time da Rua Azul, comadados pelo Betinho Puttw e sua turma. Perdemos e na comemoração deles o irmão do Beto derrubou a Taça no chão e quebrou. Imagina os companheiros dele como ficaram.
Lembranças de um tempo que fica até dificil de explicar aos nossos filhos.
Costumo dizer que "só mesmo o esporte para proporcionar momentos como estes".
Abraço.

9 de junho de 2011 09:17  
Anonymous Anônimo disse...

e o campinho atras do Colégio, onde eu adorava dar canelada nos "pias" e ir roubar caqui das freiras...ehehehe!

9 de junho de 2011 14:32  
Anonymous Anônimo disse...

Meu time, na Pougresso era:
- Noca;
- Tite;
- Minga;
- Rasga diabo;
- Xupa;

9 de junho de 2011 16:07  
Anonymous Anônimo disse...

Sarico.

Fruto deste campinho ao lado do Prof. Ito Está na frança que é o menino Danrlei Dahmer graças a estes campinhos. Pois devemos incentivar estas gurizadas pelo menos não estão nas drogas ou no roubo custa muito barato incentivar o esporte do que remediar depois.


Um abraço a todos.

10 de junho de 2011 03:31  
Anonymous Anônimo disse...

Sarico.

Tomo a liberdade de sugerir a vc. que através de seu blog, convoque ou convide a todos aqueles que conviveram com estes "campinhos" no passado, para uma reunião ou para jogar um torneio como antigamente, pode ser no campo do América, pois vai ter muita gente.

10 de junho de 2011 14:10  
Anonymous Anônimo disse...

se me pagarem a passagem e tiver um cardiologista no campo, acho que ate eu daria umas caneladas....

10 de junho de 2011 19:00  
Anonymous Anônimo disse...

SARICO, LEMBRA DO FLAMENGO: PLETSCH, JORGE, VALDE, ZÉ.. QUEM ERA O GOLEIRO?

11 de junho de 2011 00:02  
Anonymous Anônimo disse...

para o do dia 11/06 - 00:02.

O goleiro daquele time, se não falha a memória era o Altair Mombach, chamado também, de "força estranha", mas era "frangueiro". hehehehe.

13 de junho de 2011 09:54  
Anonymous Anônimo disse...

E o campinho ao lado do antigo destacamento? Valia tabela na parede, do outro lado era cerca de arame farpado coberto de roseiras.Costinha, Borginho, Jair Roos, Duino, Tininho, Inácio, Bida,Roge,Cesar, Ernesto, Amadinho,até o jusse jogava lá.O único que nunca apareceu foi o Ernani Barbosa (hehehe). E muitos outros, que se encotrar na rua sou capaz de não reconhecer mais de tanto tempo. Um abraço saudoso a todos - JONAS

13 de junho de 2011 20:38  
Anonymous josé altair mombach disse...

Boa tarde Sarico.Quem é vivo sempre aparece.Realmente a vida era bem mais facil e tranquila naquela epoca,que bom que se tentava aprender futebol naqueles campinhos,por que dali não saiu ninguém profissional,se valorizava muito o esporte,coisa que infelismente as gerações de hoje não fazem mais.Bons tempos,boas lembranças.

30 de novembro de 2011 14:14  

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