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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Excursão à Aparecida, SP

No final de semana que antecedeu o feriado do Dia do Gaúcho, a Tecla e a Lizette Crestani realizaram sua 26ª Romaria à Aparecida do Norte (SP). O grupo, composto por 35 pessoas, deixou Tapera na sexta (16) e retornou na terça (20). A viagem, realizada com a Taperatur, foi belíssima nas mãos dos competentes e gentis Nei Pereira e Inácio Wendling. A mesma, com a turma que foi e a romaria que realizaram, não poderia ter sido melhor.


O grupo chegou em Aparecida na tarde de sábado e imediatamente foi para o hotel, um dos melhores da cidade, para se acomodar. Após o pessoal se instalar e se recuperar da viagem de 22 horas, começou a peregrinação em busca de lembranças para si e para seus familiares, amigos e colegas; a participação nas missas que acontecem de manhã à noite, intercaladas nas duas basílicas; a visitação aos diversos locais de devoção da cidade e, claro, a visita à imagem verdadeira da Santa, o motivo de tudo.


Aparecida do Norte é uma cidade com aproximadamente 40 mil habitantes, situada às margens da Via Dutra, rodovia que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. Não é bonita, mas ao chegar perto dela, parece que o coração da gente quer saltar pela boca dado ao que se vê e respira por lá. Fé é a palavra que mais define a cidade, com sotaque e jeito nordestino. Quem caminha pelas ruas de Aparecida e visita as basílicas, nova e velha, se impressiona com a religiosidade das pessoas que lá vão em busca de cura ou simplesmente para conhecer. Na cidade se vê todo tipo de pessoas nas ruas, nas lojas, nos hotéis e nas igrejas, mas todos com a mesma intenção: fé e respeito à Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Falar dela é muito fácil, difícil é compreender o motivo que faz as pessoas viajar centenas e milhares de quilômetros, de todos os cantos do Brasil, com problemas dos mais variados tipos, em busca de graça para si ou para alguém de sua família ou de sua relação.


Estava em uma missa, quando na hora da oferta, dois homens que estavam à minha frente, foram juntos até os cofres existentes ao longo da basílica nova para fazer sua oferta. Os dois não se conheciam. O mais humilde colocou uma nota de 10 reais no cofre e saiu sorridente e alegre, porque sabe que o retorno será muito maior. Já outro, calçando um tênis caro, colocou uma moeda, provavelmente de R$ 1 no orifício. Não é o tamanho da doação que fará a diferença para a Santa, mas o tamanho da fé que cada um daqueles homens teve no momento de pedir e de doar. Isso eu sei e sou testemunha disso.


A fé das pessoas em Aparecida, a maioria de origem humilde, é algo que impressiona. Vê-se gente caminhando descalças ou ajoelhadas por longas distâncias, em pisos desnivelados e irregulares ou em escadarias, pedindo graça. A graça que se pede à Nossa Senhora Aparecida, encontrada, partida ao meio nas águas barrentas do Rio Parnaíba, em 1717, vem a quem lhe pede com fé e humildade. Às vezes o pedido demora um pouco, mas ele sempre vem e na hora certa.


O bonito e arrepiante são os relatos que se ouve das pessoas na porta do hotel, quando o pessoal se reúne para conversar e fazer novos amigos, ou mesmo no refeitório ou no elevador. Impressionante o que se ouve. Tem coisas que nem a medicina mais moderna consegue explicar. Mas, que aconteceram e continuam acontecendo sem uma explicação lógica para isso. Em um dos dias, no elevador, esperando-o, encontrei uma senhora pernambucana que me contou sobre o drama que viveu com a filha anos atrás, desenganada pelos médicos por ter uma doença grave na cabeça. Os médicos deram a menina, então com 14 anos, um mês de vida, mas esqueceram de combinar com a Santa e com a mãe devota. Naquele dia a menina desenganada estava em Aparecida, curada. Tem quem não acredita em milagres. Mas, eles existem. E surgem todos os dias em todos os cantos do mundo, sem que haja uma explicação para isso.


Em síntese, a fé e a crença na Santa negra aumentam a cada dia. Naquele final de semana, por exemplo, havia 80 mil pessoas entre a sexta e o sábado e as previsões, da Policia Militar e da Igreja, era de quem mais de 200 mil pessoas estariam na cidade no domingo. Pela manhã, quem passou pela passarela que liga as duas basílicas, percebeu pela quantidade de ônibus que estavam estacionados no pátio da catedral nova e nos estacionamentos do shopping e da entrada da cidade, atestou o número previsto. Era uma loucura aquele tapete branco de alumínio sobre o asfalto. E de cada um dos ônibus desciam pessoas que lá foram para pedir e agradecer com a certeza de serem atendidas. Às vezes o pedido não vem como se pede, mas com certeza ele virá ampliado, pois a resposta é sempre maior que o pedido. Está é uma regra em Aparecida do Norte, acordado entre a Santa e seus devotos.


A Dona Tecla, pedindo uma graça, começou a excursão em 1985, com uma amiga, a Glória Giotto. Nas primeiras vezes elas foram de ônibus de linha. As viagens, além de longas como ainda são, eram demoradas em função da quantidade de baldeações: cinco ao todo, na ida, e mais cinco na volta. No anos 90, com o grupo aumentando a cada ano, se obrigaram a fretar um ônibus especial. Hoje, passados 26 anos, o grupo continua se dirigindo ao norte de São Paulo. “O bom destas viagens é que a gente conhece pessoas novas e reforçamos os laços com nossos amigos que, a partir de uma única romaria já se tornam nossos familiares. Talvez esse seja o verdadeiro sentido destas excursões que vamos fazer até quando dá”, disse Dona Tecla, testemunha de milagres e que na viagem completou 80 anos.


Na volta, com o pessoal bastante emocionado pelo que testemunharam e sentiram, alguns quiseram externar ao grupo os problemas que o levaram à Aparecida, como que querendo diminuir a carga levada nos ombros. Os relatos, carregados de emoção, arrancaram lágrimas dos mais sensíveis. Tem que ter coragem para expor problemas particulares, mas assim é o romeiro de Nossa Senhora Aparecida. Ele é bem como ela é.


A fé é algo que toda pessoa precisa ter, assim como os sonhos. A viagem de 2012 está confirmada e agendada.

Postado por Sarico as 21:46 e tem 3 comentarios
3 Comments:
Anonymous Anônimo disse...

Amigo Sarico, parabéns pelo texto, fiquei emocionado. Também sou devoto de Nossa Senhora Aparecida.Já recebi muitas graças. Precisamos todos nós aumentar nossa fé,colocar mais amor em nossos corações, valorizar mais o ser do que o ter e consequentemente seremos mais felizes.

28 de setembro de 2011 10:21  
Anonymous Anônimo disse...

As vezes não é nem a Santa ou o Santo, mas a FÉ que a pessoa tem em algo BOM que o Ajuda a melhorar sua vida... Belo texto Sarico! Boa viagem, vão com Deus e Voltem com ele!!!

28 de setembro de 2011 13:28  
Anonymous Anônimo disse...

´
cada um com sua fé, mas eu já prefiro pedir a Deus por intermédio do Nome de jesus, até para não desmerecer o sacrifício que ele fez por nós ao ser crucificado, e levando sobre si todas as nossas dore e enfermidades, então entendo que só por seu intermédio já somos merecedores de todas as bençãos que Deus tem para nós, desde que observemos o seguinte escrito bíblico,"BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS E A SUA JUSTIÇA, E TODO O RESTO VOS SERÁ ACRESCENTADO",isso tb inclui a cura de nossas enfermidades

30 de setembro de 2011 16:46  

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