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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Feelings

Nesta semana, ouvindo uma rádio FM na internet, daquelas que toca músicas dos (bons) anos 70 e 80, tocava Feeelings, de Morris Albert. Uma baita música “lenta” da minha época. Da época das reuniões dançantes em toda a região. Havia festa nas sextas-feiras, no Tenarião, em Tapera; nos sábados pela região e no domingo também tinha, mas ai era no interior do município ou de outros.

Mas, ouvindo Feelings, música que embalou minha juventude e de muita gente, lembrei da evolução da música ao longo desses anos todos.

Morris Albert, autor dela, que na verdade se chamava Maurício Alberto Kaisermann, era paulista e cantava em inglês. Naquele tempo, nos anos 70 e 80, para tocar em rádio, nas FMs que engatinhavam, e ser famoso, o artista tinha de cantar em inglês. Cantar em português não vendia. Pior ainda sendo brasileiro. O pessoal da Jovem Guarda, da MPB e de outros tantos movimentos musicais existentes no País, todos uns heróis, que o diga.

Ser brasileiro e cantar em português naquele tempo era vergonhoso, porque os brasileiros não compravam discos com músicas em português. O chique da época eram as músicas, cantores e bandas estrangeiras. E havia muita porcaria de fora que fazia sucesso aqui e rodava incessantemente nas rádios e na Globo. Questão de “gosto” popular.

Falando em discos, naquela época haviam os LPs (Long Play), chamados também de vinil, com 10 a 12 músicas de cada lado, o que totalizava 20 ou 22 “canções”, e que rodavam nas eletrolas, com agulha de diamante. Imagine... Mas, imagine um pendrive hoje com milhares de músicas a um toque do dedo. Também havia os compact disc, com apenas duas faixas, sendo uma de cada lado. Os LPs eram lançados um por ano, mas na metade do ano, quando uma música era considerada boa pelas gravadoras e prometia “estourar”, elas lançavam o compact disc com a música promissora e mais uma inédita do outro lado. Business, como hoje. E vendiam.

E a música foi indo. A gauchesca sempre rodou, mas apenas aqui no Rio Grande do Sul. Gaúchos, que moravam fora do Estado, começaram a pressionar as emissoras de rádio para que as tocassem em suas programações. Demorou, mas o pessoal teve de abrir mão tendo em vista o tamanho da colônia gaúcha espalhada por este Brasil a fora.

E tinha a sertaneja. Tocar sertaneja na Globo, nem pensar. A música era brega, cafona e vulgar. Vendia bem, mas não tocava na Globo. Lembro que o Chacrinha e bem mais tarde o Faustão só tocavam gente e banda famosos, mas sertaneja não. Hoje é só o que se houve. Até o bom rock and roll não rola mais. Não falo de metal pesado, mas de música para os ouvidos e para o coração.

Ai as gravadoras descobriram o filão sertanejo e se atiraram para cima dela feito formiga no açúcar. A Globo e o Faustão também. E logo as demais emissoras descobriram o filão e também se jogaram de corpo e alma para cima dela.

As músicas, seja o estilo que for, têm o seu público fiel, mas larga na frente quem vende mais. É o mercado quem dita o sucesso. Quem pode mais chora menos. Gosto popular tem preço e vez.

E o que será daqui para frente em termos de música, sabendo que a moda vai e vem?

Seguidamente ouço por ai o pessoal das rádios, das FMs, principalmente, falar em clássicos, erradamente. Uma música, para ser um clássico, tem que rodar, no mínimo, por 10 anos. E se passar de uma década terá lugar no Céu. Existem sucessos (músicas, cantores e bandas) que não resistem a uma temporada ou duas, mas até criarem um clássico vai muito além da conta. E tem ainda os imortais, bem esses ai não precisam de absolutamente nada, porque estão gravados na mente da gente.

Como é bom relembrar.

A propósito. Feelings (Sentimentos), gravada em 1975, é um dos grandes clássicos da música romântica mundial, tendo vendido mais de 160 milhões de cópias em 50 países. Ela esta entre as 100 melhores músicas românticas de todos os tempos.

Postado por Sarico as 10:18 e tem 2 comentarios
2 Comments:
Anonymous Anônimo disse...

Sarico , sabe que tambem sou dessa epoca , como era bom e gostoso dançar agarradinho , saudades.... Mas e hoje , quem ainda dança assim ???'FICAR" pode ser mais facil , mas a emoção de um chamego , ha....

9 de dezembro de 2011 11:25  
Anonymous Anônimo disse...

Uma vez vi uma entrevista do Morris Albert e ele falou que compôs a música em poucos minutos. E até hoje ele lhe rende lucros. Tem trocentas regravações.

9 de dezembro de 2011 16:59  

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