ff

Blog do Sarico - (54) 8135 1778 - fabiocrestani11@gmail.com
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Lembrança de Natal

Nesta semana, passando em frente ao Curtume Tapera, e vendo uma mulher passando em frente a este com uma sacola de presentes não mão, lembrei de uma passagem de minha infância envolvendo o Natal. Lembrei da entrega de presentes que o Curtume Mombelli fazia aos filhos de seus diretores e funcionários. Algumas semanas antes do Natal, em frente ao escritório, na Avenida XV de Novembro, se formava uma grande fila de crianças e mães que lá iam para buscar presentes. Os meninos ganhavam uma bola ou um brinquedo e as meninas uma boneca ou brinquedo. Os brinquedos eram de plástico, uma novidade no início dos anos 70. E era uma festa aquilo. Na fila havia crianças de todas as idades, de colo até 15, 16 anos, idade em que a gurizada parava de brincar naquele tempo. Já pensou isso hoje?


Eu, como filho de funcionário da empresa, pois meu pai era seu motorista, todo Natal ia para a fila junto com os amigos. Depois de ganhar o meu presente e de ouvir o Plínio Mombelli, um dos proprietários do Curtume falar, corria para casa para brincar, pois não havia tempo a perder. Aquelas semanas que antecediam o Natal eram cheias, porque começava com brinquedo novo e logo sem seguida vinha o Papai Noel trazendo mais brinquedos. Que mês eram aqueles dezembros... E que época era aquela...


Hoje, o Natal não é mais o mesmo. Não se vê mais decoração nas casas com árvore, presépio e luzes, dentro e fora delas. Nas ruas não há ornamentação. Nas empresas a decoração é mínima. As lojas não enfeitam mais suas vitrines para encantar as pessoas e fazê-las sair à noite para ver a decoração e os presentes expostos. No contato com as pessoas nem parece que é Natal. Parece que o brilho e a magia se foram. Quem viveu aquela época e gosta do Natal, parece ser um estranho porque o espírito natalino se foi e não abraça mais o coração das pessoas o que é muito triste. E triste é não se ter mais a magia do Natal nos envolvendo, nos embalando, o que nos deixa mais pobres de espírito.


Falando em decoração de vitrines, a Loja Maldaner, que ficava ali onde é a Uzzinna, tinha uma vitrine na época do Natal que encantava a todo mundo. No início de dezembro eles começavam a decorá-la. E junto com a decoração havia os brinquedos, uma novidade nos anos 70. Lá havia carrinhos e caminhõezinhos de todos os tipos e tamanhos. Os carrinhos eram de lata e se moviam a fricção – para frente e para trás, imagine... Tinha bola de couro do número 1 (pequena) ao 5 (grande, de campo), Autorama (dois carrinhos correndo em uma pista em formato de um 8) e Ferrorama (trem que puxava unas 10 vagões) e muito mais. Até bicicletas tinha – Monareta (Monark) e Tigrão (Caloi). Passar em frente era uma obrigação e sonhar com tudo aquilo, também era. Lembro que saiamos à noite para tomar sorvete e uma paradinha em frente à vitrine do Maldaner era obrigatória. Paradinha básica para ver tudo aquilo e imaginar o Papai Noel trazendo um daqueles, afinal não custava nada sonhar. Mas, que saudades daqueles Natais...


Postado por Sarico as 22:55 e tem 10 comentarios
10 Comments:
Anonymous Anônimo disse...

NAQUELES TEMPOS SIM.....NAQUELES TEMPOS TINHA PAPAI NOEL (ANOS 50) SEGUIDO POR MUITAS CRIANÇAS, E ADULTOS TAMBEM, VISITANDO AS CASAS ONDE A FAMILIA ESTAVA ESPERANDO REUNIDA EM VOLTA DO PINHEIRINHO, ILUMINADO POR VELAS PRESAS À ARVORE POR GRAMPOS PROPRIOS, CHEGAVA REZAVA COM A FAMILIA, E AO ENTRGAR OS PRESENTES A CADA UM, ELOGIAVA OU REPREENDIA, ATÉ COM PUXÃO DE ORELHAS, OS MAIS ARTEIROS LEMBRO QUE O QUE ELE MAIS RECOMENDAVA ERA OBEDECER O PAI E A MÃE, REZAR Á NOITE E RESPEITAR OS MAIS VELHOS...... APÓS SE DESPEDIA E IA PARA OUTRA CASA SEGUIDO POR MUITAS PESSOAS DURANTE QUASE TODA A NOITE.
BONS TEMPOS...... BONS TEMPOS....

24 de dezembro de 2011 09:19  
Anonymous Anônimo disse...

Natal é família.

Não dinheiro, consumismo.

E, cada vez mais confirma-se, dinheiro não agrega a família.

24 de dezembro de 2011 11:11  
Anonymous Anônimo disse...

Como assim não tem mais decoração de natal? Eu vejo decoração até demais! Esse negócio de achar que antigamente é que era bom é papo de velho saudoso, só isso! Hoje é muito melhor de se viver do que há30 anos, com toda a certeza!
E natal sempre foi e sempre será uma data piegas e chata onde todos fingem gostar de quem não gostam e sentir o que não sentem.

25 de dezembro de 2011 14:52  
Anonymous Anônimo disse...

14:52, você certamente é jovem e você não tem noção do que as famílias e as empresas faziam antigamente para comemorar o Natal e o Ano Novo i em Tapera. O pinheiro de nossa mãe era muito visitado no Natal. Abraço a você, Sarico. E a todos da nossa querida e adorada Tapera. Que Deus os abençoe a todos.

25 de dezembro de 2011 16:15  
Anonymous Anônimo disse...

O espirito de Natal está dentro de cada um de nós, hoje tenho 45 anos, e ainda acredito em PAPAI NOEL,mantendo vivo este espirito, que consigo passar para o meus filhos esse espirito natalino.

25 de dezembro de 2011 17:13  
Anonymous Anônimo disse...

OLHA A TURMA DA ARENA LOQUEANDO DE NOVO SARICO.
AGORA NÃO QUEREM NEM MAIS NATAL.
É PRA ACABA MESMO.

25 de dezembro de 2011 23:43  
Anonymous Anônimo disse...

Trabalhei no Maldaner de 67 a 70 (entre outros com o Vitor e por um breve período com o pai de vocês que dirigia um Internacional Perkins)e,possivelmente, arrumei e limpei essas vitrines muitas vezes.

Saudades daqueles verões quando ,aos domingos - único dia de folga na semana - íamos ao "balneário" do Jacuí e famílias acampavam às suas margens por vários dias (a coisa mais proxima de veraneio).

Para quem não conheceu a loja Maldaner estava além do seu tempo - para a cidade - pois vendia de agulha a ferro de construção e de brinquedos a implementos agrícolas.

26 de dezembro de 2011 09:43  
Anonymous Anônimo disse...

Pois foi entre 67 e 70 que trabalhei na Loja Maldaner, juntamente, entre outros, com o Vitor e o vosso pai (que era motorista de um Internacional queixo duro) e devo ter arrumado muitas dessas vitrines e limpado do constante pó, apesar do calçamento de pararalepípedos.

Para que não conheceu, a Loja Maldaner estava muito além do tempo para a cidade, pois vendia milhares de itens, de agulha a ferro de construção e de brinquedos a implementos agrícolas, entre outros.

Saudades também dos verões que prenunciavam banhos no "balneário" do rio Jacuí e acampamentos nas suas margens por famílias inteiras, a coisa mais próxima de um veraneio.

26 de dezembro de 2011 11:14  
Anonymous Anônimo disse...

Ao das 11.11 é muita pretensão misturar dinheiro com natal, mas vai uma dica, nem dinheiro agrega mas a falta dele é ainda pior. Festa são festas umas faltam tudo outras sobre, espremente ir dessas pra ver como é bom.

26 de dezembro de 2011 17:00  
Anonymous Anônimo disse...

Eu me lembro que no meio da loja tinha uma arvore enorme.Meu Deus era tão linda que quando eu ia com os meus pais, não conseguia tirar os olhos daquela imensidão.

30 de dezembro de 2011 16:49  

Postar um comentário

Voltar ao blog



Posts mais recentes Posts mais antigos

 
Google
 

?timos Posts

Para Pensar
Messi x Cristiano Ronaldo
Oportunidades milionárias
América trabalha para montar equipe competitiva
Taperense é vice-campeão gaúcho de protótipos
Futebol brazuca em queda
Brasil vira paraíso de lavagem de dinheiro
O governo e povo
A China e a pena de morte
Natal solidário

Arquivos

Agosto 2010 Setembro 2010 Outubro 2010 Novembro 2010 Dezembro 2010 Janeiro 2011 Fevereiro 2011 Março 2011 Abril 2011 Maio 2011 Junho 2011 Julho 2011 Agosto 2011 Setembro 2011 Outubro 2011 Novembro 2011 Dezembro 2011 Janeiro 2012 Fevereiro 2012 Março 2012 Abril 2012

 

 

 

WM INTERNET